quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Geraldo Barata.

Eis que avisto um avestruz voando em direção a minha janela. Não, não podia ser um avestruz, nem pássaro ou mesmo avião. Após colocar os óculos rapidamente percebi era uma grande, cascuda, e inconfundível barata que a miopia tratara de transformar em avestruz. Inconscientemente apanhei um chinelo, e aguardei feito um jogador de baseball que espera pela bola. Para meu espanto, elegantemente, o inseto fez um looping no ar e pousou no beiral da minha janela, como quem faz uma reverencia fechou as asas.
- Com licença, prezado senhor posso ter acesso a sua residência? Meu nome é Geraldo venho de uma longa viagem e gostaria de descansar, enquanto isso posso lhe oferecer atualizações sobre as noticias universais de seu interesse, e se possível poderia abaixar esse chinelo? É ridículo imaginar que eu poderia ser esmagado por um calçado desse tamanho. Por favor?
- Claro... Entre, você é uma barata gigante que fala e viaja. O universo certo? Como poderia negar – disse, não acreditando ainda, no que estava acontecendo.
O inseto então novamente pediu licença, e com um farfalhar de asas sentou-se na beirada da mesa do meu computador, seus olhos observaram atentamente o ambiente por alguns instantes, passando pelo tênis, pelas meias ainda suadas, até uma pilha de papéis.
- Oh, como o senhor é gentil! Já me deixou separado migalhas de biscoito, ora temos respingos de leite com chocolate neste canto. Muito obrigado nobre senhor! Sabe... é raro achar pessoas tão generosas no universo. Olhe temos também fagulhas de pão! Que ambiente raro! – disse, anotando em um caderno o que parecia ser meu endereço enquanto mordiscava umas migalhas de biscoito.
- Então... Geraldo, não é isso? E eu supostamente deveria acreditar que você viaja pelo universo... Meu Deus! Por que eu não deveria? Tem uma barata falante logo a minha frente. Quer saber... Eu acredito! E ai? O Que há de novo pelo universo? – disse com voz tremula, em algum lugar da minha mente, me sentia idiota e fascinado por falar com uma barata falante.
O meu interesse despertou um grande... Sorriso? No “rosto” do inseto que começou a falar empolgadamente.
- Oh nobre senhor há tantas coisas para lhe contar! Mas primeiro devo me apresentar. ---- Eu sou Geraldo Arthropos, repórter universal, da revista In finito & limitado.
Com um movimento ele me apresentou um cartão com uma pequena foto brilhante da In finito & Limitado, cuja logomarca era uma pequena reta com divisões aparentemente infinitas. Devolvi-lhe o cartão com uma expressão espantada no rosto. Com um novo sorriso ele serviu-se de um pouco do leite que estava derramado sobre a mesa, bebericando a sua pequena xícara voltou a falar:
- Não somos a maior revista universal ainda, porém em breve passaremos as formigas, elas são meramente sensacionalistas. Agora acho que devo lhe contar as novidades... Aparentemente ele parecia acreditar que eu já tivesse algum conhecimento em assuntos universais. Ou em revistas feitas por insetos.

- O senhor precisava ver a primavera em Andrômeda esse ano, o florescer das falácias, quão belas são as falácias... Criou um tapete lindo, tão grande e com tantas flores, realmente uma pena pra população. Cada pétala de falácia é o suficiente pra esmagar uma dezena de habitantes... Definitivamente os habitantes de Andrômeda não sabem apreciar um espetáculo da natureza. Flores tão lindas!
- Outra noticia incrível são os relatos da guerra do universo labirinto, entre os temíveis Mini-Coelhos de Alfa Omega e os Nagzul Plâncton de ursa maior, pelo controle do Santo Grampo, objeto raríssimo. Sem utilidade, claro, mas ainda assim raro. Felizmente acabou sem nenhuma maior fatalidade. Após se perderem, acredita-se que os exércitos se juntaram pra achar a saída. Ainda sem sucesso.
Boquiaberto eu observava o inseto que falava em tom de radialista, e gesticulava, e bebericava, enquanto reproduzia com a ‘’boca’’ os ruídos da guerra, e desenhava com os papeis da minha pilha o formato das pétalas de falácias e dos Nagzul Plâncton De Ursa Maior.
- Recentemente eu cobri o Miss Dimensão, nunca vi garotas tão belas. A vencedora desse ano foi uma leguminosa da constelação jardim, Lumicela Hortz. Não é só um exemlo de beleza com seus oito belos olhos azuis, mas também por sua boa índole. Em seu discurso, acredite... Ela emocionantemente confessou que seu sonho é distribuir a Paz Dimensional em um carrinho de feira. Não é lindo? – disse o pequeno inseto enxugando uma lagrima, de forma tragicômica.
- Claro , claro... Respondi. – Mas por favor Geraldo, continue.
- Sim nobre senhor. Antes posso comer um pouco desse arroz que o senhor deixou no prato? Parece delicioso! Nunca vi um ambiente com tanta fartura quanto sua residência, nem nas colinas de hidromel nobre senhor, nem nos campos de Miojo de Balin, e muito menos nas águas vulcânicas de Astrolábio.
- Claro fique a vontade. Se quiser posso pegar na cozinha a panela com molho de carne... Aceita?
- Quanta gratidão em uma só pessoa! Fico extasiado com tamanha benevolência. Creio que tenho a obrigação de indicar o nobre senhor para personalidade Dimensional! E sua bela residência no guia de resorts gastronômicos.
- Que belo Molho de tomate! Já lhe falei sobre os a-tomates de Vezuvio?
E noite adentro, entre dejetos gastronômicos e historias envolvendo Javalis sub intencionados, uma barata me explicava sobre o universo. Eu preciso limpar meu quarto.

sábado, 21 de novembro de 2009

Cena perfeita

O vento soprava levemente pela praia, numa dança que arrastava os pequenos grãos de areia pelo ar, era reconfortante tal brisa, que inibia o calor que vinha do mundo diante de tal grande sol, velho e avermelhado, e que a passos lentos percorria o horizonte, produzindo desenhos e formas que flutuavam no mar.
Deitada sob um guarda sol azul e branco, A garota tateava, de olhos ainda fechados, a procurar pelo protetor solar que deixara na pequena mesinha de madeira ao lado. Certamente era uma garota atraente, havia um contraste indecifrável entre o biquíni roxo e sua pele branca que lhe dava um ar quase celestial. Ela começava a sentir os efeitos do sol, já prendera os compridos cabelos negros e acertara os óculos de sol, com um breve sorriso ela se lembrou que sua mãe costumava falar, que era um pecado uma mulher de olhos tão lindos, esconde-los atrás de um paredão de lentes escuras.
Ainda tateando a mesa ela sentiu um breve toque em sua mão. Um perfume conhecido invadiu o seu espaço. Ela não se assustou reconheceria aquele breve toque em qualquer lugar.
- Você está atrasado! Disse retirando os óculos de sol com um sorriso estonteante.
Ajoelhado ao seu lado um rapaz moreno, com olhos sutilmente contraídos a observava, ele segurou-lhe as mãos e disse de forma abusada:
- Eu sou atrasado, mas nem por isso seu sorriso deixa de ser lindo. – inclinou o corpo pra frente o suficiente para rapidamente beijar a garota.
Ele pegou o pequeno vidro de protetor, com um olhar indicou que ela se virasse. Após aplicar uma pequena quantidade nas mãos, começou a espalhar o protetor pelos ombros da garota em movimentos circulares.
- Você está tensa. Disse ele
- Sim Tem sido difícil no trabalho, todas aquelas estagiárias pra treinar. A cobrança, e o barulho e o estresse o dia todo naquele escritório. É tudo tão difícil...
- Realmente, eu também me sinto assim, tem horas que parece que aceleraram as coisas ao redor, como em um filme, só que qualquer erro é real.
- Ainda bem que eu tenho você para me tirar desse turbilhão. Disse beijando o rapaz novamente.
Segurando a garota pela mão ele a puxou levemente, como se fosse algo combinado, um passo de uma dança traçada milimetricamente, ela se levantou.
-Vamos caminhar.
Eles previam em cada gesto, cada olhar, cada frase, cada silencio o que deveria ser feito, se completavam.
Quando estavam juntos parecia que uma nuvem leve estabelecia-se ao redor e eliminava qualquer problema, qualquer frustração. Ali de mãos dadas caminhando pela praia tudo parecia ser perfeito. A conversa descompromissada e fluente, os sorrisos radiantes, o sol imponente velho e gordo no horizonte. Os medos e problemas ficavam apagados e distantes, em segundo plano, terceiro talvez.
Ao subir em uma rocha ele a estendeu a mão educadamente, vigiava e protegia seus passos, “Venha eu te ajudo” ele dizia, enquanto em valsa escalavam até a pedra mais alta.
Lá ela o abraçaria e juntos olhariam o horizonte, trocariam sorrisos, conversariam banalidades, presos em sua nuvem de sonhos.
Enquanto isto um casal de aves desenhando uma trajetória no céu graciosamente investiria contra o mar, e desapareceriam nas ondas.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Crônica do encontro cego: Sá tateando no escuro.

Nunca se viu mundo tão escuro. O barulho de chuva era a única coisa presente em tal estranha sala. Seria mesmo uma sala? Seria o barulho chuva?
O Chão era extremamente escorregadio, irregular, tinha pedras soltas, não era possível afirmar que eram pedras.
Ele andava aos tropeços, seus passos eram cautelosos e incertos. Olhos podem se acostumar à escuridão comum, o mesmo efeito não acontecia na escuridão total que ali se instaurava.
Com firmeza ele arriscou mais um breve passo, equilibrando a pilha de livros em seus braços, sempre tentando manter-se dentro de uma espécie de globo de escuridão que criara ao redor.
- Ai, cuidado! - disse uma voz feminina adentrando o globo de escuridão.
- Caíram meus livros todos. Disse, imperceptivelmente franzindo a testa.
- Os meus também. Replicou o rapaz descontente.
- Quando os seus caíram não pareceram barulhos de livros caindo.
- Tá bom havia algumas revistas também. Confessou.
- Segure minha mão, me ajude a levantar. - pediu ela gentilmente.
Com passos ainda inseguros, ele se inclinou em direção à garota, encontrou um braço pedindo por ajuda, sem jeito ergueu-a. Ela tinha o braço fino e liso, suas mãos cheiravam bem, o aroma era leve e adocicado.
- Você é leve.
-Obrigada. Agradeceu.
Com alguns tapas a garota limpou a provável poeira que se espalhara no jeans.
Ela aproximou-se mais dele. Tentando encontrar no mínimo uma silhueta, ou sinal concreto de existência de alguém parado a frente.
- O que você faz nesse escuro Sá?
- Você me conhece? Disse assustado.
- Não, você tem voz de Sá só isso.
- E como seria uma voz de Sá? - Perguntou com uma possível expressão de curiosidade no rosto, enquanto abaixava-se para pegar os livros.
- É uma voz assim de quem está com preguiça, mesmo que seja hiperativo. Voz de quem está magoado até sorrindo. Voz de cantar versos antigos inexistentes em noite de lua. – distraidamente ela desenhou um contorno em formato de lua no ar, gesto que se perdeu no escuro. – Hoje não tem lua... Disse tristemente.
- Mas afinal Sá o que você faz no escuro?
Equilibrando uma pilha ainda maior de livros, ele já se levantara.
- Acho que peguei alguns livros seus. Suas revistas pesam. Parecem livros...
- Obrigada. Mas o que você faz nesse mundo escuro? – Insistiu.
Ele dividiu cuidadosamente a grande pilha de livros em duas. Uma com os que eram dele, uma com os que não pareciam ser, ainda uma terceira pilha com algumas coisas que pareciam ser revistas.
- Eu procurava Adocicabas. - respondeu distraidamente.
- Acordei e quis apenas procurar adocicabas. Tenho até um mapa, no entanto parece que ainda não estão na época de adocicabas.
- Adocicabas? Perguntou a garota com espanto - Na casa da minha avó tinham jabuticabas maravilhosas no jardim e uvas até.
- Sim sim! Adocicabas! É uma fruta tão doce, mais tão doce, que dizem que quando você come, parece que você nunca havia comido doce algum. Tão doce que em excesso alcança o amargo mais intenso. Tão doce que até mesmo o ato de imaginar produz um sorriso.
- E você o que faz aqui?
Ela, que estava abaixada pegando sua meia pilha de livros e a pequena pilha de possíveis revistas, sorriu um sorriso invisível. E levantando-se de forma graciosa deu-lhe a mão.
- Eu estava só procurando a saída. Você tem um mapa não? Vamos?
- Vamos. O mapa estava dentro de um livro preto. Eu pego no caminho.
-Vamos para o leste!
Em direção ao nascer do sol rumaram no escuro.
- Não perguntei antes... Disse olhando para a garota – Qual seu nome?
- Meu nome? Meu nome é...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Lição do Dia

Não há Gloria que não mereça ser contada
E não há erro que deva sair das entranhas da terra.
Até o mais certo, também erra
Mas a falta de pesares indica a eficiência
Para esconder seus lapsos de raiva e demência
E na luz do dia me abrigo em sonhos
Sob a luz do poste, bêbado, caminho risonho

Tem dias que o universo parece bater à porta da minha casa
Enquanto a realidade me concede bofetadas num estalo seco

Passaram-se anos e eu pareço o mesmo
Juvenil, inocente eternamente sonhador
ninguém sabe... Também sinto dor...
Quando acordo e encaro o mundo onipresente ao redor
Não há morfina ou segundo que me faça escapar da realidade
Continuo sendo só mais um ser humano no fim.
Me conheça, até goste...
Por favor, nunca tenha dó de mim
Pois tal sentimento é inconscientemente coletivo,
Seres tão pequenos... Num universo redondo gigante e Vazio.

Labirinto

Há tanto a ser dito
Eu sei tão pouco o que dizer....

Há tantos caminhos a serem seguidos
Varias formas de se perder....

Oi?
Alguem ai ?



Droga.. Me perdi...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Ode para Banalidades

Ó clipes de papel
Que em formas curvilíneas amasso distraidamente
Incrível! Ah! Sensação de metal retorcido!
Ó Clipes, grampos, arames, ferragens
Ó todos os filhos do metal!
Deixai-me retorcê-los!
Ó Maleável e inabalável ó mundo metálico!

Formas curvilíneas trajetórias de pombos!
Ó Aves ó aves, vê-las-ei no céu
Dá galinha ao falcão! Da codorna ao condor!
Passando por pardais corvos e periquitos!
Queria voar como aves ter asas, penas e bico! Uwa!
Viver feliz como um galo cantante!
Em belos Cocoricós! E pestanejando pela madrugada!
E morrer estraçalhado entre garfadas e facadas na ceia!
No tilintar de talheres!

Rangem ao horizonte!
Freios, marchas clac`s! cla`s! vrums!
Embreagem e acelerador!
Quão frenéticos! Dialéticos e verossímeis!
Ó quão Belos! Robustos mecanismos de locomoção!
Sustentando tal ironia em meras catracas!
Sempre rodando, produzindo, permitindo!
Sem sair do lugar!

Cego torno-me!
Adentro a madrugada. em teclas!
Ó computador que me domina em bits e bytes
Corretor gramatical que me aliena o português
Ó mundo virtual!
Ó Amigos ilusórios e dias iludidos
Domine-me em hardwares e softwares!
Que desde já me emaranhe em fios !
Que me algeme em mouses e me perca em teclados!
Ó mundo que definha padece e emagrece de @ em @

Doem minhas costas!
Crispa-me a visão!
Quero gritar! AHHHHHHHHHHHHHH!
Grito mentalmente!
Ó coragem que não tenho de proferir barulhos
Tudo silencioso! O Nada!
Mudo e quieto...
Desapareço lentamente...
Bit bit bit!
Rouba-me uma ultima idéia
Ó temível computador.

domingo, 6 de setembro de 2009

Sobre Dinamicas

video

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sobre Mendigos

Vida nova! E eu descobrindo pouco a pouco as facetas da capital!
Num primeiro olhar enxerguei apenas: “Uma grande e suja engrenagem capitalista”, estava equivocado, ao analisar com mais paciência percebi, que alem de ser “Uma grande e suja engrenagem capitalista” a capital ainda tem luzes extremamente legais e mendigos, muitos mendigos, simpáticos e maltrapilhos mendigos, não hippies ou artistas sem casa, como diriam os metidos a falar latim pessoas “sem loco”, apenas bons e velhos mendigos.
Eu realmente separo classes urbanas sem loco especifico, vulgarmente chamados “mendigos”,”sem teto”, “marginais” o que seja. Eu os separo todos! E afirmo! Hippies não são mendigos! Hippies são hippies oras, vivem na rua por que querem, porque acham “cool” levar esta vidinha de pouca água e muita liberdade, teoricamente falando claro, pois nós sabemos que ninguém realmente é livre.
O mendigo da capital é diferente do mendigo do interior, mais esperto, mais culto, a capital produz mendigos observadores e perspicazes, e por incrível que pareça! Mendigos mais honestos. É comum ouvir frases do tipo “Preciso de dinheiro pra bebidas e drogas” ou “Arranja um real pra eu comer uma mulher”. Gostei dessa atitude , é menos hipócrita, e desleal do que pedir dinheiro pros 5 filhos fantasmas e pra mãe imaginária que está no hospital.
De mentiras ao nosso redor bastam as contadas pelos políticos, estes sim, mendigos de interior, astutos e cheios de falácias, filhos, promessas,funcionários e obras fantasmas, mendicância por votos.
Vou deixar hoje uma dica: Quando estiver na capital e for atravessar uma faixa de pedestres, olhe bem ao redor, mas não repare nas pessoas mal vestidas, ou nas pessoas mal encaradas. Ao invés disso, tente visualizar os homens de terno e colarinho branco, estes sim roubam seu dinheiro!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Não conhece BH?

Que BH?

Belo Horizonte Oras!
Antes que digas... Sim deverias conhecer!

Pois não conheço! Nem sei me locomover!

Mas há ruas pra subir! Avenidas pra descer!
Não acredito que não conheces! Oh céus!
Nem a Bahia? Nem a Contorno? Nem a Olegário Maciel?
Perdes em não ouvir os sons da Olegário Maciel!
Quanta musica quanta magia!
Nem mesmo o Parque Municipal? Quem diria!
Não te interessas tal geométrica capital?

Porque haveria de interessar?
Tribos verticais, estados na horizontal?

Não te interessas mas até sabes!

Na verdade não o sei!
Só entendo isso como uma metáfora urbana...

Metáfora urbana, deve haver quem entenda.
Não conheces o Floresta? A Pampulha? A Savassi?

Já disse! Não conheço não é disfarce!

Nem o palácio das artes?
Quanta falta de cultura!

O palácio das artes eu conheço!!

Pois eu ainda não...
E você não minta! Não é vergonha ser inculto.
Vergonha é não conhecer a capital mineira!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Musas

Todos nós homens temos ou tivemos uma musa em algum momento da nossa vida, para todos que estão pensando "Eu nunca tive", digo que ou não são homens, ou estão mentindo.
As musas são seres sagrados, quase divinos e se encontram na linha do intocável, o que não quer dizer que elas nunca vão namorar e sim que elas não vão namorar com você.
Há uma teoria que diz que se um homem conseguir "pegar" a sua musa, ou universo entraria em colapso, ou meu texto seria destruído, o que seria uma pena não pelo universo, mas pelo texto.
A maior relação possível entre um homem e sua musa é a amizade, porque a verdadeira musa sabe inconscientemente que é admirada, e não abre espaço para o admirador que fica quase sempre triste.
Conseguir ficar com a musa, como já foi dito segundo as teorias seriíssimas é algo perigoso, eu tive um amigo, que conseguiu dar um beijo no rosto da sua musa,,, Não, o universo não foi destruído, porém as torres gêmeas foram destruídas logo em seguida, ainda suspeito que a culpa seja dele, julgando pelos constantes maremotos na Ásia, acho que asiáticos conseguem beijar a musa com mais freqüência.
Uma vez, a minha musa me deu um abraço, as luzes piscaram, mais que rápido eu sai correndo, por sorte me salvei, porém acho que ela ficou com uma péssima impressão sobre mim.